Almir Morais de Albuquerque. Atacante, nascido no Recife, em 28 de outubro de 1937. Jogou no Sport Club do Recife (54-57), Vasco da Gama, Corinthians, Boca Juniors, Fiorentina, Genoa, Santos, Flamengo e América.
Ainda no Sport, onde deu seus primeiros passos, Almir sagrou-se "campeão do centenário" na categoria juvenil, em 1955. Não demorou muito para chamar a atenção dos dirigentes do Vasco da Gama, que previram para aquele rapaz o mesmo sucesso que obtiveram outros rubro-negros na equipe vascaína, como Ademir e Vavá. De fato, Almir foi um sucesso ao ser lancado na equipe principal durante o campeonato carioca de 57, do qual foi considerado a revelação, e foi figura fundamental nos titulos do torneio Rio-São Paulo e do campeonato carioca de 58. Sua raça, valentia e espírito de luta eram contagiantes e empolgavam a torcida, e seus dotes técnicos nao ficavam atrás.
Caso Pelé não tivesse se recuperado a tempo de uma contusão para a Copa de 58, Almir era o jogador mais cotado para ser convocado para a sua vaga. Porém, no ano seguinte, Almir foi convocado para a selecao que disputou o Campeonato Sul-Americano em Buenos Aires. Foi quando começou a adquirir o rotulo de brigão e violento. Primeiro, foi o pivo de um enorme sururu no jogo Brasil 3x1 Uruguai, no Sul-Americano. Cinco meses depois, numa partida contra o América, houve um lance de bola dividida com o jogador Helio, que saiu com a perna fraturada e nunca mais voltou a jogar. Apesar disso, a categoria de Almir era incontestável, chegando inclusive a ser denominado "Pelé Branco". Finalmente, no inicio de 60, o Vasco teve que o liberar mediante uma proposta irrecusavel por parte do Corinthians.
No restante de sua carreira, Almir passou por vários clubes e continuou a exibir nao só a sua categoria e raça caracteristica, como tambem a justificar o seu novo apelido de "Rei da Catimba", tendo sido protagonista da maior briga que já houve no campo do Maracanã, durante a final do campeonato carioca de 66, quando o Bangu derrotou por 3x0 o Flamengo, clube onde jogava na ocasião. Alguns anos depois de ter abandonado o futebol, Almir morreu assassinado em 73, numa briga de bar em Copacabana.
Fontes de Pesquisa: Site Futebol Brasileiro - Mauro Prais; 90 anos - Grandes Momentos do Sport - Encarte especial do Jornal do Commercio - 1995.
Ademir de MenezesAdemir Marques de Menezes, o Queixada, foi um dos mais extraordinarios artilheiros de todos os tempos. Seu estilo de jogo deu origem a uma nova posição: PONTA-DE-LANÇA. Sua versatilidade em atuar em qualquer posição do ataque e sua habilidade nas arrancadas a caminho do gol obrigaram técnicos a adotarem novos sistemas para tentar contê-lo.
Nem a perda da Copa do Mundo de 50, da qual ele se tornou artilheiro, conseguiu abalar seu prestígio. Ademir era insuperável nas arrancadas com a bola sob controle e capaz de concluir com um ou outro pé com grande precisão, raramente perdendo gols em lances de área. Chutava sem tomar distância da bola, sem mudar o passo, surpreendendo muitas vezes aos goleiros.
O início da carreira desta legenda do futebol Brasileiro se deu no Sport Club do Recife. Nas divisões amadoras do Leão, sagrou-se bicampeão Juvenil(37/38) e pelos profissionais conquistou o título de 1941 de forma invicta, sendo o artilheiro máximo da competição com 11 gols. Ainda em 1941, o Sport participou de alguns amistosos no Rio de Janeiro, e seu futebol logo foi notado pelos times da cidade, o que lhe rendeu uma transferência para o Vasco da Gama, onde integrou um dos maiores times da história do futebol mundial: o "Expresso da Vitória". Pela Seleção Brasileira, marcou 35 gols em 41 partidas, com uma das melhores médias de todos os tempos. Encerrou sua carreira no Sport em 1956, onde já estava jogando desde 1955.
Ademir de Menezes nasceu um Recife, a 8 de novembro de 1922 e faleceu no Rio de Janeiro, a 11 de maio de 1996.
1937/38 - Bicampeão juvenil pernambucano pelo Sport Club Recife
1939/40/41 - Tricampeão pernambucano pelo Sport Club Recife
1943/44 - Bicampeão brasileiro pela Seleção Carioca
1945 - Campeão carioca invicto pelo Vasco da Gama
1946 - Campeão brasileiro pela Seleção Carioca
1946 - Supercampeão carioca pelo Fluminense
1948 - Campeão sul-americano de campeões pelo Vasco da Gama
1949 - Campeão carioca invicto pelo Vasco da Gama e artilheiro do campeonato
1949 - Campeão sul-americano pela Seleção Brasileira
1950 - Campeão brasileiro pela Seleção Carioca
1950 - Vencedor da Copa Rio Branco pela Seleção Brasileira
1950 - Vencedor da Copa Oswaldo Cruz pela Seleção Brasileira
1950 - Vice-campeão mundial pela Seleção Brasileira
1950 - Campeão carioca (bi) pelo Vasco da Gama e artilheiro do campeonato
1952 - Campeão Pan-Americano pela Seleção Brasileira
1952 - Campeão carioca pelo Vasco da Gama
BetãoRoberto Taylor dos Santos, o Betão, foi um dos maiores laterais da história do futebol Pernambucano.
Na década de 80 tornou-se unanimidade entre os torcedores Rubro-Negros. Nunca se viu nos gramados do Estado um jogador tão preciso nos cruzamentos. Betão simplesmente colocava a bola onde queria. Chegou no Sport em 1982 e logo de cara foi campeão. Ainda esteve presente nas gloriosas campanhas do título Nacional de 1987 e no Estadual de 1988.
Além do Sport, Betão jogou no Internacional, na Portuguesa, no Santos e no Guarani.
Ely do Amparo era volante, começou sua carreira no América do Rio, de onde se transferiu para o Canto do Rio e posteriormente para o Vasco da Gama. Jogando pelo Vasco, chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira, onde se sagrou vice-campeão mundial na Copa de 1950 e campeão panamericano de 1952.
Em 1955, foi contratado a peso de ouro pelo então presidente Adelmar da Costa Carvalho para defender a camisa rubro-negra, no ano em que o Sport comemorava o seu cinquentenário.
Neste ano, registrou-se em Pernambuco um dos campeonatos mais disputados de sua história, e foi Ely do Amparo quem protagonizou um dos episódios mais marcantes para a torcida rubro-negra.
Decorrido todo o campeonato, Sport e Náutico qualificaram-se para decidir o título numa melhor-de-três, decisão comum na época. Após vencer a primeira partida por 2 a 0 na Ilha do Retiro, o Sport foi ao Aflitos e empatou com o Náutico, ficando o placar em 0 a 0. Nesta segunda partida, Ely do Amparo transformara-se em herói do campeonato. Depois de uma disputa pelo alto, de cabeça, com Ivanildo, o jogador leonino sofreu um corte no supercílio, inundando seu rosto de sangue. O médico do Sport pediu a sua substituição, mas Ely se recusou a deixar o campo e com uma faixa enrolada na cabeça foi até o fim do jogo, defendendo bolas de cabeça e levando a torcida rubro-negra ao delírio.
Na partida decisiva, marcada para o Aflitos, o Sport jogaria pelo empate. O volante Ely, mesmo sem condições de jogo, pois o corte no seu supercílio continuava aberto, fez questão de disputar a partida. Quando a partida estava empatada em 1×1, ele foi novamente atingido por Ivanildo, só que desta vez, fora covardemente agredido por uma cotovelada. Seu sangue lhe escorria a testa. Ao sair de campo para ser atendido, o Náutico por intermédio do mesmo Ivanildo, desempatava a partida. Ely então volta a campo com a cabeça enfaixada como uma fera ferida, prometendo a todos a vitória. O Sport empata novamente por intermédio de Traçaia. O resultado de 2×2 dava o título ao Leão. Assim o Náutico partiu com tudo para tentar a vitória. Ely do Amparo agigantou-se. Tirava tudo. Quando a bola vinha pelo alto ele enfiava a cabeça, ensopando de sangue a faixa de curativo. E num desses cortes, ele avançou e viu Naninho livre. Então deu um passe milimétrico, que o mesmo apelidou de ?o passe da fúria? nos pés de nosso centroavante que esperou a saída do goleiro e marcou o gol da vitória. Ao final da partida, Ely saiu de campo carregado pela torcida, em reconhecimento à sua garra ostentando a camisa rubro-negra.
Mais tarde, Ely se aposentaria jogando pelo Sport, e até hoje é lembrado com um exemplo de raça rubro-negra.
Texto: Luiz Fittipaldi
Jackson Coelho da Silva, meio-de-campo, nascido em Codo (MA), em 23 de julho de 1973.
Jackson era um namoro antigo do Sport. Foi indicado, em 96, pelo técnico Hélio dos Anjos, com quem havia trabalhado no Goiás, em 95. A contratação, no entanto, não foi concretizada, fato que ocorreu apenas em 97, pelas mãos do mesmo técnico. Segundo Hélio, as características de Jackson eram a forte marcação e eficiência no passe. Mesmo com estas boas credenciais, Jackson não conseguiu sobressair-se, mesmo tendo participado de várias partidas, algumas, inclusive, como titular. Com a chegada de Mauro Fernandes à Ilha do Retiro, Jackson teve mais liberdade para avançar e, assim, mostrar seu verdadeiro jogo. Foi fundamental para a conquista do título invicto de tricampeão pernambucano em 1998, além de ter marcado 4 gols em 6 jogos pela Copa do Brasil. Antes de começar o Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano, o Sport já havia assinado um termo de preferência com o Palmeiras, que o contrataria por R$ 3 milhões após a disputa da competição.
No Campeonato Brasileiro, Jackson finalmente apareceu para o Brasil, tendo grandes atuações e chegando a ser convocado para a Seleção Brasileira por 3 oportunidades, entrando em campo em todas. Ao final do campeonato, foi vendido ao Palmeiras por R$ 3 milhões, mais o empréstimo de 2 jogadores (Sandro Blum e Chris) por um ano.
Jackson foi escolhido para compor a seleção do Campeonato Brasileiro segundo vários órgãos da imprensa, como Placar, Lance!, Jornal do Brasil e Sport Press. A grande homenagem veio na eleição dos melhores segundo a CBF, que também o incluiu na seleção do campeonato.
Juninho PernambucanoNome: Antônio Augusto Ribeiro Reis Junior
Data nascimento: 30.01.1975
Local nascimento: Recife
Altura: 178
Peso: 71
Primeiro clube: Sport Club do Recife
Clube atual: Lyon - França
Posição: Meia
Em pouco tempo Juninho começou a chamar a atenção de todos que assistiam aos jogos do Sport Recife no ano de 1994. Um jogador diferenciado, clássico, que joga de cabeça erguida e possuí uma grande visão de jogo. E com a bola parada é um perigo. Conquistou pelo Sport o Campeonato Pernambucano de 1994 e a Copa do Nordeste deste mesmo ano. Ainda defendendo a camisa Rubro-Negra foi convocado para a seleção Brasileira sub-20, pela qual foi Campeão do Torneio de Toulon de forma invicta.
Após uma extraordinária passagem pelo Vasco da Gama, Juninho defende atualmente o Lyon, da França, se constituindo em seu principal jogador. Disputou a Copa do Mundo da Alemanhã pela Seleção Brasileira.
Clubes
1993-1994: Sport Recife-PE
1995-2001: Vasco da Gama-RJ
2001: Lyon - França
Títulos
Campeonato Pernambucano: 1994
Torneio de Toulon: 1995
Campeonato Brasileiro: 1997, 2000
Campeonato Carioca: 1998
Copa Libertadores: 1998
Torneio Rio - São Paulo: 1999
Copa Mercosul: 2000
Campeonato Francês: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006
Copa das Confederações: 2005
Torneio Palma de Mallorca: 1995
Troféu dos campeões da França: 2002, 2003, 2004
Prêmios
Bola de prata brasileira (Placar): 2000
Melhor jogador do campeonato francês: 2006
LeonardoLeonardo Pereira da Silva (13/06/1974, Picos-PI), conhecido como Leonardo, é o terceiro maior goleador da história do Sport, com 133 gols - atrás apenas de Traçaia, com 201, e Djalma, 151. Os números vultosos da passagem do atleta pelo Leão não param por aí, já que ele vestiu a camisa rubro-negra em 367 partidas.
A chegada de Leonardo ao Sport, no final de 1992, entrou para os anais do futebol do Estado. O jogador, então promessa do Picos, clube tradicional do Piauí, havia acertado verbalmente com o Santa Cruz, mas uma manobra de bastidores dos leoninos acabou por tirá-lo do Arruda.
O atacante começou a aparecer em jogos do Sport no extinto Campeonato Pernambucano de Aspirantes, em 93. Foi um dos destaques daquela competição, ao lado de Juninho Pernambucano, hoje craque do Olimpyque de Lyon, da França. Disputou a Copa sub-23 vestido a tão sonhada amarelinha, no Torneio de Toulon, na França, chegando a ser convocado pelo técnico Zagallo para a seleção principal. Ali se consagrava definitivamente, ao mostrar bom futebol pela seleção brasileira.
Em 95, foi negociado pela primeira vez, com o Vasco da Gama, até retornar ao Sport em 98, onde permaneceu até 2001. Em seis anos de clube, o jogador deu bastante alegrias à torcida rubro-negra, tendo sido campeão pernambucano em 94, 98, 99 e 2000. Além dos estaduais, por duas vezes sagrou-se campeão da Copa do Nordeste, em 94 e 2000.
Manoel Monteiro de Arruda (Manoelzinho)
Goleiro, nascido em 7 de setembro de 1922, em Caruaru (PE)
Jogou no Rosarense (Caruaru), Cruzeiro (Pesqueira-PE), Great Western (Recife - 39/40), Sport Club do Recife (41/50), Náutico (51/61)
O goleiro caruaruense marcou época no futebol pernambucano, jogando 20 anos em duas grandes equipes (Sport e Náutico) e participando constantemente da Seleção Pernambucana, que disputava o extinto Campeonato Brasileiro de Seleções.
À primeira vista, aquele baixinho de 1,64m não representava muita coisa. Porém, bastava a bola rolar para que todos ficassem maravilhados com Manoelzinho, que compensava a falta de altura com técnica e agilidade.
Garoto pobre de Caruaru, deu os primeiros passou no mundo do futebol ao defender o Rosarense, equipe amadora de sua cidade. Para ganhar "uns trocados", foi levado para o Cruzeiro de Pesqueira, onde foi rapidamente descoberto pelos dirigentes da Great Western, antiga companhia ferroviária comandada por ingleses e que mantinha uma equipe no Campeonato Pernambucano. Nesta equipe, o jovem (17 anos) passou dois anos frustrando as intenções dos principais atacantes pernambucanos, e assim foi defender o Sport Club do Recife, a partir de 1941.
Envergando a camisa rubro-negra, Manoelzinho participou ativamente de momentos históricos do Sport, como o tricampeonato de 41-42-43, além da célebre excursão ao centro-sul do páis, junto com craques como Ademir Menezes (que foi para o Vasco), o argentino Magri (transferiu-se ao América-RJ), bem como Pirombá e Djalma, que posteriormente alinharam no Flamengo.
"Alguns jogos ficaram eternamente na memória, como um brilhante empate de 2-2, diante do Internacional, em Porto Alegre, após o time pernambucano - que antes derrotara o Força e Luz e o Grêmio - ter comandado parcialmente o placar por 2-0. 'Eles tinham Adãozinho e mais alguns notáveis jogadores da época', recorda.
Outros resultados que jamais serão esquecidos naquela excursão que durou cerca de três meses, foram as vitórias sobre o Atlético-MG por 4-2, em Belo Horizonte, onde o Galo havia 22 anos que não perdia para qualquer equipe de fora, e diante do Flamengo e do Vasco, no Rio. Contra os vascaínos, os leões transformaram uma derrota parcial de 3-0 num meritório triunfo por 5-4.
Ao final desta excursão, quando praticamente metade do time ficou por lá, esteve Manoelzinho com um pé no Vasco, que ficou com Ademir. Este chamou-o para ficar em São Januário, em cujas dependências, aliás, o Sport se hospedara, mas como um dirigente não gostou de sua altura - "Um goleiro desse tamanho jogar no Vasco?" - terminou voltando para o Recife. Pouco tempo depois, recebeu um chamado do diretor de futebol do Botafogo, o jornalista João Saldanha, para fazer testes.
O período de experiência deu-se na mesma época que Bibi, mais tarde uma das estrelas do alvinegro carioca, procurava mostrar seu potencial em busca de um contrato. Para Bibi, um gaúcho cujo pai era dono de charqueadas e fazendas, o futebol surgia mais como um caminho que se abria à sua frente. Para Manoelzinho, filho de uma humilde costureira, a mudança seria muito brusca. Chegou a pedir que o Botafogo mandasse ir buscar sua "mãe Neném", no que Saldanha prontamente concordou. Quando o dirigente ia providenciar tudo junto ao presidente Carlito Rocha, Manoelzinho deu última forma: 'Com mãe Neném, traga também um pedaço da Rua Amarela, que é onde estão meus amigos de infância'. Saldanha entendeu, achou graça e providenciou sua volta para o Recife".
Ainda jogou pelo Náutico, quando participou do tricampeonato alvirrubro de 50-51-52, além de estar na delegação que fez a primeira excursão de um clube nordestino à Europa.
Fonte de Pesquisa: "Um baixinho que fazia seus milagres no gol", por Lenivaldo Aragão, Jornal do Commercio, 11-1-99
MangaAílton Corrêa Arruda (Manga)
Goleiro, nascido no Recife, em 26 de abril de 1937.
Jogou no Sport (57/58), Botafogo (58 a 67), Nacional de Montevidéu (68 a 73), Inter de Porto Alegre (74 a 76), Coritiba (77/78), Grêmio (78/79), Operário (79) e Barcelona de Guayaquil (82).
Manga, ainda garoto, formou no célebre plantel juvenil do Sport, que sagrou-se campeão pernambucano invicto em 1954, e com um diferencial: não levou um gol sequer!
Estreou na equipe profissional de forma inesperada. Em uma excursão do Sport à Europa, o goleiro titular, Oswaldo Baliza, contundiu-se durante a partida contra o Sporting de Lisboa, e o tempo de recuperação era prolongado. Em vez de contratar outro goleiro para participar especificamente da excursão, revezando-se com o reserva Carijó, o técnico Dante Bianchi resolveu dar chance a Manga, jovem revelação rubro-negra, egresso da equipe de juniores. Na Europa, Manga confirmou as expectativas e tomou conta do gol do Sport, tendo oportunidade, inclusive, de jogar contra o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu, com vitória dos espanhóis por 5-3.
Jogou apenas dois anos nos profissionais do Sport, de onde saiu para viver sua melhor fase no futebol brasileiro, jogando no Botafogo, ao lado de craques como Garrincha, Nílton Santos, Jairzinho e outros. Mas sua carreira não limitou-se apenas à passagem pelo Botafogo. No Nacional de Montevidéu, ganhou a Taça Libertadores e o Mundial Interclubes, em 1971. Pelo Inter, foi tricampeão gaúcho e bicampeão brasileiro (75/76), sendo o título de 76 conquistado de forma invicta. Foi ainda campeão paranaense pelo Coritiba em 78 e campeão gaúcho pelo Grêmio em 79. Levou a equipe matogrossense do Operário à maior campanha deste clube na história dos brasileiros: 5º lugar, em 79. Manga foi um jogador que marcou pela longevidade, encerrando sua carreira apenas aos 45 anos, jogando no Barcelona de Guayaquil, Equador.
Jogou 12 partidas pela Seleção Brasileira, tendo disputado a Copa do Mundo de 66, na Inglaterra.
Marcílio de AguiarMarcílio Cabral de Melo de Aguiar foi, provavelmente, o mais completo jogador do futebol pernambucano. Ligeiro, valente, hábil com a bola nos pés, senso extraordinário de colocação e cabeceador por excelência, tanto ajudava a defesa quanto estava na hora certa do arremate para golear e, finalmente, um fôlego invejável. Seu apogeu foi de 1930 até 1936, sendo então, o goleador insuperado neste período. Um levantamento estatístico mostra que ele fez quase cinqüenta por cento dos gols que o Sport marcou nesse período. Sua marca, registrada nos jornais da época, é de 91 gols. Em 1937 Marcílio interrompeu sua carreira futebolística para cuidar de sua vida pessoal e profissional, mas volta em 1938 para ajudar o Leão na conquista do título Estadual. Seu primeiro e último título vestindo a camisa do Leão, único time que ele defendeu em sua vida.
PacotyPacoty, centroavante, era um fenômeno. Um verdadeiro arrasador de defesas. Não é de graça que ele é o detentor da maior média de gol em um Campeonato Pernambucano, 36 gols em 17 jogos, feito conquistado no Pernambucano de 1958.
Pacoty era um atacante rompedor, de grandes arrancadas. Aproveitava os lançamentos do uruguaio Walter Morel como ninguém. Pelo Sport, conquistou o título de 1958.
Raúl Higino Bentancor Ferraro, meia-atacante, nascido em 1930, na cidade de Montevidéu, Uruguai.
Bentancor começou sua carreira no Danúbio, de Montevidéu. Em 1947, aos 17 anos, estreou entre os aspirantes do clube, mas no fim deste mesmo ano foi promovido à equipe principal, onde ajudou o Danúbio a conquistar o título da 2ª divisão.
Fez parte do histórico plantel danubiano que debutou na 1ª divisão e, um ano depois, já se consolidaria como o principal artilheiro da equipe.
Em seus dez anos de Danúbio, disputou mais de 280 partidas, foi vice-campeão uruguaio em 54 e protagonizou a partida de inauguração do estádio do clube.
Neste ínterim, foi pré-convocado para a Seleção Uruguaia que disputou a Copa de 50, sendo cortado ainda na fase de treinamentos. Como era jovem, ainda teria muitas oportunidades de vestir a camisa celeste, como de fato ocorreu, no Sul-Americano de 53.
Após uma breve passagem pelo Wanderers, também da capital uruguaia, Bentancor, já com 29 anos, recebeu um convite de um amigo que era árbitro contratado da Federação Pernambucana. A diretoria do Sport pedira sua ajuda para contratar um jogador internacional, de preferência goleador e com muita raça, característica peculiar à maioria dos jogadores que fizeram sucesso no Sport. Bentancor encaixava-se perfeitamente neste perfil.
Assim, em 59, Bentancor chega ao Recife para reforçar o Sport, onde encerraria a carreira em 63, aos 33 anos. Antes da aposentadoria, deixaria maravilhada a torcida rubro-negra com seu espírito de liderança e seus toques de classe no meio-de-campo e ataque. Já não tinha mais o ímpeto goleador que o fizera famoso em terras uruguaias, mas tornara-se o "cérebro" da equipe do Sport. Todas as jogadas ofensivas passavam por seus pés.
Com Bentancor no plantel, o Sport sagrou-se bicampeão pernambucano em 61 e 62 e campeão Norte-Nordeste em 63. Em decorrência deste título interestadual, o então presidente da CBD, João Havelange, designou o Sport como representante brasileiro no Torneio de Nova Iorque, quando os rubro-negros ficaram na 3ª colocação, enfrentando equipes de 1ª divisão em seus países, tais como o Oro (campeão mexicano), West Ham United (Inglaterra), Kilmarnock (Escócia), Mantova (Itália) e Munster (Alemanha).
Neste mesmo ano, resolveu "pendurar as chuteiras" e foi convidado a dirigir o plantel do Sport. No ano seguinte, foi para o Central de Caruaru e continuou a sua carreira de treinador em outros clubes brasileiros, como América do Recife, Treze de Campina Grande e Vitória da Bahia.
Regressando a Montevidéu, no final da década de 70, foi convidado a treinar a Seleção Uruguaia de Juniores, conquistando dois títulos sul-americanos e participando de dois mundiais da categoria. Largou o futebol em 88.
Em pesquisa realizada pela revista Placar, uma das mais prestigiosas do país, foi eleito o melhor jogador do Sport em todos os tempos.
RibamarRibamar José Denis (10/11/1962, Curitiba), o Ribamar, foi um dos mais categorizados meias que já vestiram a camisa Rubro-Negra. Dono de uma visão de jogo incrível, passes precisos e domínio de bola incomum, ele comandava as ações do time do Sport naqueles memoráveis anos de 87 e 88. Sua intimidade com a redonda era tamanha que ele costumava brincar chamando-a de "minha nega". Ribamar vestiu a camisa do Sport entre os anos de 87 e 89 sendo Campeão Brasileiro de 1987 e Pernambucano de 88.
Quando o Sport negociou a troca do centroavante Luis Carlos e o lateral-esquerdo Luizinho ao Santos pelo atacante Éder Aleixo, recebeu também o passe do jogador Ribamar como contrapeso. Na Ilha do Retiro, Ribamar viveu sua melhor fase na carreira e comandou o time rubro-negro na conquista do Campeonato Brasileiro de 1987.
Além do Sport, jogo no Pinheiros (PR), Santos, Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Inter de Limeira (SP), Coritiba, Santa Cruz e Ituano.
RobertinhoRoberto Oliveira Gonçalves do Carmo (22/06/1960, Rio de Janeiro), conhecido apenas como Robertinho, foi um dos principais jogadores do Sport da vitoriosa campanha do Título Brasileiro de 1987.
O ponta direita dono de uma espantosa habilidade e velocidade incomum ele se constituía num verdadeiro terror para os zagueiros adversários. Muitas vezes era parado apenas na violência. Robertinho era também um jogador de extrema categoria e de ótima visão de gol. Defendendo a camisa Rubro-Negra ele jogou nos anos de 87 e 88 conquistando o Campeonato Brasileiro de 1987 e o Campeonato Pernambucano do ano seguinte.
Robertinho começou sua carreira no Fluminense e foi para o Flamengo, no início dos anos 80. Na Gávea, ele foi um reserva de luxo e ajudou o Fla a conquistar alguns títulos, entre eles o Brasileiro de 83. Antes de brilhar no Sport, onde foi campeão brasileiro de 1987 atuando ao lado do meia Ribamar, do lateral-direito Betão, do zagueiro Marco Antônio, entre outros, Robertinho teve uma passagem rápida pelo Palmeiras. Pouco antes de encerrar a carreira, ele vestiu mais uma camisa de time brasileiro: a do Internacional.
Roberto Coração de LeãoRoberto Almeida Nascimento, conhecido pela torcida do Sport por Roberto Coração de Leão, foi uma dos mais emblemáticos centroavantes do Sport. No início da década de 80 surgia no Sport um atacante que se identificava plenamente com as características da mística Rubro-Negra: Raça e vigor. Roberto era assim, um centroavante tipicamente Leonino, tanto que lhe rendou o apelido de Coração de Leão. Tinha o estilo rompedor e suas arrancadas colocavam em pânico as defesas adversárias. Logo chamou a atenção de Telê Santana que o convocou para a Seleção Brasileira em 1981. Sua época áurea no Sport se deu no período entre 80 e 81, quando ajudou o Rubro-Negro de forma fundamental para a conquista dos títulos de mais dois Estaduais.
Além do Sport, passou pelo Internacional, Santa Cruz, Grêmio Maringá, Remo, Confiança, Itubiara e Remo, além do futebol português, no Rio Ave e Marítimo. Quando jogava pelo Sport, em 81, checou a ser convocado para a Seleção Brasileira, treinada por Telê Santana, para as partidas amistosas contra a Irlanda e Chile.
Atualmente trabalha nas divisões de base do Sport.
TraçaiaTraçaia foi um dos maiores ídolos da história do futebol Rubro-Negro e o maior artilheiro do Sport de todos os tempos.
Chegou na Ilha do Retiro em 1955 para compor a famosa linha de frente constituída por Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo. O físico franzino e as pernas tortas disfarçavam toda a capacidade deste extraordinário jogador, dono de grande habilidade, velocidade e implacável faro de gol. Além de tudo isso, Traçaia era o homem de confiança da diretoria Leonina.
Jogou pelo Sport de 1955 a 1961, sendo campeão em 1955, 56, 58 e 61. Traçaia é uma legenda na história do futebol Rubro-Negro que merece ser eternizado com uma justa homenagem dentro da Ilha do Retiro.
Vágner BasílioVágner Basílio chegou em 1988 no Sport Club do Recife como um reforço para a equipe que iria disputar a Libertadores das Américas daquele ano. Logo se tornou uma unanimidade entre os torcedores Rubro-Negros.
Basílio foi um dos maiores zagueiros que o Leão da Ilha do Retiro teve em sua história. Sempre seguro e de uma incrível regularidade, ganhou o apelido de xerife rubro-negro. Jogava sério do início ao fim do jogo, mesmo quando o placar era folgado, como aconteceu na decisão do Pernambucano de 88. Mesmo vencendo o jogo pelo placar de 4x1 para a equipe do Náutico, Vagner não se deixou contagiar com a euforia da torcida e só comemorou o título quando o juiz decretou o final da partida. E o título de 88 foi o único conquistado por este extraordinário zagueiro, vestindo a camisa Rubro-Negra.
Edvaldo Izídio Neto (Pernambuco, 12 de novembro de 1934 à Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2002), conhecido por Vavá e depois apelidado de "peito de aço", foi bicampeão mundial de futebol nas Copas de 1958 e 1962, foi um dos importantes atacantes que o Seleção Brasileira de Futebol já teve.
Centroavante, ele jamais foi artilheiro isolado de qualquer campeonato, mas deixou seu nome inscrito no panteão dos mais valorosos artilheiros que o Brasil já conheceu: Edvaldo Izídio Netto, o Vavá. Jogador raçudo e oportunista, não tinha medo de enfiar o pé em divididas, atitude que lhe valeu muitas contusões e inúmeros gols. No Sport ele jogava nas categorias inferiores de meia armador , sendo campeão de Junior em 1949. Ao compor o quadro principal do Rubro-Negro, em 1950, passou a atuar como centroavante e seu faro de gol e suas arrancadas estilo Ademir, logo chegaram aos ouvidos dos dirigentes do Vasco da Gama que se apressaram em contratá-lo. Vavá foi bi-campeão mundial pela Seleção Brasileira (58/62).
Como goleador, Vavá chegou a seleção brasileira, participando efetivamente do bicampeonato mundial de 58 e 62 (já de volta da Espanha para o Palmeiras), tendo merecido o apelido de Leão da Copa. Ele marcou 5 gols na Copa de 58 e na de 62, quando foi um dos co-artilheiros da competicão. É o único jogador na história das copas a marcar gols em duas finais: 58 contra a Suécia (2 gols) e 62 contra a Tchecoslováquia (1 gol) e vestiu a canarinha 25 vezes, marcando 15 gols.